A amamentação é um processo fisiológico, porém pode necessitar de apoio emocional, prático e/ou profissional. Se a mulher tem o desejo de amamentar, se informando e aprendendo como o processo acontece isso a ajudará muito para que o aleitamento materno se estabeleça.

O acompanhamento para a amamentação deve ocorrer desde o pré-natal, ser o foco logo após o nascimento e continuar principalmente na primeira semana de vida do bebê.

Situações em que a consultoria/atendimento poderá ser solicitada:
• Preparação durante a gestação para a amamentação;
• Apoio à amamentação após o nascimento do bebê;
• Situações emergenciais – dificuldades no manejo da amamentação, lesões mamilares, ingurgitamento mamário, perda ou ganho de peso inadequado do bebê em aleitamento materno exclusivo, ducto obstruído, mastite, outra situação em que a amamentação não esteja ocorrendo de forma natural e prazerosa.
• Orientações para mães que precisam retornar ao trabalho e desejam manter a amamentação;
• Orientação e auxílio para a manutenção, extração e conservação do leite materno;

Atendimento domiciliar ou na maternidade.

 

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  • Imagem Relato de Amamentação da Paula mãe do Davi

    Relato de Amamentação da Paula mãe do Davi

    Hoje Davi completa 6 meses de vida neste mundo. E para mim esta data é um marco.
    Um marco porque foram 6 meses de aleitamento materno exclusivo, conforme orienta a OMS.
    Na minha gestação eu não li, nem estudei nada sobre amamentação. Apenas sabia que era importante, mas achava que era algo natural, instintivo e que não exigia algum tipo de conhecimento técnico.
    Nas duas primeiras semanas de vida do Davi eu achei que não conseguiria mais amamentar, tamanha era a dor e desconforto que eu sentia. Quando ele acordava, eu chegava a lamentar silenciosamente, porque sabia que era hora de amamentar. Eu suava de tensão e dor. Os dois bicos do meu peito machucaram. Eu simplesmente não entendia aquelas imagens de mães sorrindo para seus bebês enquanto amamentavam. 
    Até que uma vez vi um vídeo que dizia algo como “se você tem dor ao amamentar, algo não está certo e precisa ser corrigido. Amamentar não pode trazer dor”.
    Insisti na amamentação por entender que era o melhor para o Davi e consegui corrigir a pega. Ele também cresceu, o que ajudou pelo tamanho da boca. E valeu a pena insistir. Agradeço a várias pessoas que me vêm à mente agora e que me ajudaram neste processo. Ao Piatã Muller, por me permitir viver este início de maternidade de forma plena e absoluta. Se eu tivesse que trabalhar com poucos meses de vida do Davi este aleitamento materno exclusivo não teria sido possível. Também me ajudou várias vezes baixando o queixo do Davi pra não me machucar...rs. À minha mãe, que cuidou da minha casa e de mim, para que eu pudesse me dedicar exclusivamente ao bebê. Sem o descanso necessário e a alimentação saudável que ela me proporcionou, possivelmente eu não teria leite.
    Ao Davi, por ter sido paciente comigo e por me inspirar a persistir. À Nitiananda Fuganti, por ter me ensinado a fazer as massagens e corrigir a pega. À equipe Quatro Apoios Parto Domiciliar Planejado, por ter me auxiliado com a consultoria das enfermeiras (Cibele Prado da Luz me ajudou muito) e até com a esgotadeira para que eu evitasse uma mastite. À Deusa e à Natureza por terem me abençoado com leite. Agradeço também a todas as mulheres e mães que me inspiraram com seu apoio e suas histórias de superação. 
    Sou feliz por ter concluído esta etapa importante para a vida e bem estar do Davi. Feliz também por viver uma escolha consciente e ter persistido apesar das dificuldades iniciais. 
    Que a Deusa continue zelando por nós, porque quero seguir em frente! 19/04/2017

     

  • Relato de Amamentação da Rosana mãe da Luisa

    Aline sugeriu que eu contasse minha experiência com amamentação, no intuito de alertar outras mulheres de que é um processo nem sempre fácil. Todos os outros bebês nascidos anteriormente em minha família (mãe, eu mesma, irmãs e sobrinhos), simplesmente mamaram em pouco tempo. Mesmo quando me preparei exaustivamente para o parto, devorando toda informação que pude encontrar a respeito, desde a pré-concepção até os primeiros três anos de vida - inclusive em relação à superioridade do aleitamento materno exclusivo até os seis meses sobre qualquer outro alimento, como fator importantíssimo de proteção contra as infecções comuns da infância, estimulação do sistema imunológico do bebê, do desenvolvimento do sistema digestivo e do desenvolvimento do cérebro -, não encontrei nada que pudesse ajudar-me no que estava por vir. Luisa, minha bebê, nasceu na madrugada da segunda-feira e só conseguiu mamar o primeiro colostro no final da tarde da terça-feira, graças à persistência da bem-aventurada Enfermeira Cibele que, com muita paciência e amorosidade, não descansou enquanto não a viu acertar a pega e mamar, na segunda visita que nos fez após o parto. Ela conseguiu pegar bem a mama esquerda, mas a direita é maior, com a auréola mais dura e mais difícil de fazer a prega para colocar na boquinha dela e, apesar de todas as tentativas e variações de postura, somente depois de um mês ela conseguiu pegar bem (hoje esta é a preferida dela). Na quinta-feira o Enfermeiro Fábio nos fez a terceira visita prevista no Contrato de Parto do Grupo. A próxima e última seria no décimo dia. Nesta terceira visita Fábio fez o Teste do pezinho e pesou a bebê, que havia perdido menos de dez por cento do peso de nascimento, que é considerado dentro do normal. Sabendo que somos pais de primeira viagem nos deu várias orientações a respeito de como cuidar do nosso bebê. Verificou que estava boa a pega do lado esquerdo e a dificuldade do lado direito. Nos orientou a ordenhar um pouco a mama direita para facilitar a pega dela. Mostrei a ele uma esgotadeira elétrica da marca Medela, que ganhei de uns amigos. Ele disse que esgotadeira machuca as mamas e nos ensinou a ordenha manual. Fábio conseguiu fazê-la mamar no peito direito, na posição cavalinho, e mostrou ao Alexandre, meu marido e pai da Luisa, como fazer para ajudar-me mais tarde. Fábio foi embora e eu fiquei feliz, porque ela perdera pouco peso, estava mamando bem o colostro pelo menos no peito esquerdo e tudo parecia estar agora se encaminhando. Só que não! No dia seguinte o leite desceu com tudo, ambas as mamas ficaram enormes e ela não conseguia mais encaixar o mamilo na boquinha. Eu não sabia direito o que estava acontecendo. Colocava o mamilo esquerdo na boquinha dela, mas ela continuava fazendo a busca e não pegava. No lado direito, meu marido não conseguia ajudar-me a acertar a posição cavalinho. Minha filha chorava de fome e eu chorava com ela, sem saber o que fazer. Enquanto meu marido tentava acalmá-la, eu comecei a ordenhar com as mãos e dávamos a ela de colherzinha o pouco que eu conseguia. Só que uma boa ordenha manual depende de prática e prática era justamente o que eu não tinha. No final da tarde Fábio perguntou como estávamos e eu contei do meu desespero. Disse que falaria com as meninas e me retornaria. Retornou dizendo que era isto mesmo, que mesmo com as dificuldades precisávamos continuar tentando, que eu deveria orientar o meu marido como me ajudar, que não podíamos desistir, que é como um treinamento e que tínhamos que achar a melhor forma para nós. Ela continuava desesperada de fome e eu desesperada por vê-la assim e conseguindo pouquíssima quantidade na ordenha. Fiz uma busca no Google e encontrei uma consultora de amamentação em Curitiba, que atende à domicílio. Ela atendeu o telefone, mas disse que não poderia vir nesta noite. Continuamos fazendo o que podíamos até a nossa filha dormir de exaustão. Nessa noite não a acordei para mamar, porque sabia que teria pouco para oferecer. Essa foi a pior noite da minha vida. Na manhã seguinte minha mãe chegou do RS para ajudar-me. Acalmou a mim e a bebê e fez com que ela mamasse. Ela ficava muito agitada, pegava com dificuldade, mas era melhor do que antes. Ficava o dia todo no peito e mais dormia do que mamava. Não fazia idéia do quanto ela conseguia mamar, mas achava que estava bem. Este foi o sexto dia. No oitavo dia fomos à pediatra e ela havia emagrecido mais, mas achamos que houvesse sido antes de minha mãe chegar. A pediatra avaliou e nos pediu para retornar no décimo quarto dia, para nova avaliação. Porém, no décimo dia a Enfermeira Aline veio fazer a última visita e constatou que ela perdera mais cem gramas em dois dias. Isso já totalizava vinte por cento do peso de nascimento e Aline nos alertou para o risco de desidratação. Falou que deveríamos ordenhar leite e dar a ela no copinho. Mostrei a ela a esgotadeira da Medela e ela disse que era ótima e semelhante a dela. Incentivou-me a usá-la e em vinte minutos retiramos sessenta ml, que Aline deu a ela na xícara de cafezinho. Ela tomou tudo sem desperdiçar uma gota. Aline ligou para a pediatra e antecipou nossa consulta para dali a dois dias. Estipularam que ela não podia perder mais nada e que até a consulta precisava ganhar pelo menos trinta gramas. Comentei que provavelmente a pediatra receitaria complemento e Aline me disse que poderia ser temporário, porque ela precisava ganhar peso nesse primeiro momento. Aline foi embora e continuei na rotina de ordenhar e dar na xícara. Mas então o leite começou a diminuir, imagino que pela falta de estímulo, já que ela não vinha mamando efetivamente por todo esse tempo. A cada ordenha eu conseguia um pouco menos para dar a ela. Mesmo assim, na consulta seguinte ela havia aumentado cinquenta gramas. Como eu estava com pouco leite a pediatra receitou LA (leite artificial) para ela e fitoterápicos para mim, para acalmar-me e também para aumentar meu leite. A instrução para o LA era oferecer o quanto ela aceitasse, partindo de doses de trinta ml e aumentando de trinta em trinta, segundo a demanda dela, a cada três horas. Fizemos isto e ela passou a ganhar peso muito bem, até mais do estipulado pela médica. Fomos aumentando para sessenta ml e depois para noventa, de acordo com a demanda dela. Então eu perguntei à pediatra quando e como eu poderia retirar o LA. Ela disse para eu dar o peito sempre antes e que a própria bebê iria recusando um pouco de LA e assim eu iria reduzindo a quantidade. Só que isto não aconteceu. Ela continuou tomando os noventa ml e teve um dia que chegou a satisfazer-se apenas quando lhe demos 120 ml. Chegamos a dar-lhe várias doses de 120 ml nesse dia. Aí eu tomei um choque de realidade e falei para o Alexandre: “Não vai funcionar deste jeito. Ela não vai largar.” Combinamos de não dar mais de noventa ml de cada vez e eu fiz um teste com ela: Às vinte horas, depois de ela ter previamente mamado no peito, ofereci noventa ml e ela tomou tudo. Dei peito novamente e às 22 horas ofereci mais noventa ml. Novamente ela tomou tudo. Em seguida vomitou. Falei para meu marido: “Ela perdeu o ponto de saciedade. Não quer mais ficar alimentada, mas ficar com a barriguinha estufada. Daqui a poucos dias temos nova consulta e a pediatra nos orientará melhor.” Sabemos que qualquer outro além do leite materno, introduzido precocemente, pode ter consequências prejudiciais para toda a vida. Sentíamos como se estivéssemos dando açúcar a nossa bebê. Continuamos dando as doses de noventa e quando contei tudo a pediatra e pedi mais orientações, ela disse: “A gente fala que é temporário, mas nem sempre.” Falei: “Então não vou conseguir tirar?” E ela: “Pelo que você está me contando, não.” Não sei o que viu no meu rosto, porque depois ela falou assim: “Neste mês ela aumentou trezentos gramas além do necessário, então você tem uma margem para experiência. Pode tentar cortar ou diminuir e ir pesando ela. Tem que aumentar 25 gramas por dia.” Nesta mesma consulta dos dois meses ela disse que a bebê não deveria ficar muito tempo no peito, que livre demanda é aproximadamente de três em três horas, que ela não poderia já ter fome pouco depois de haver mamado e aconselhou darmos chupeta a ela. Argumentei que ela só tinha dois meses e que peito, além de comida, é também conforto e afeto. Ela disse que tem outras formas de dar afeto. Falei que com chupeta ela iria largar o peito e ela argumentou que procuraria o peito para comer. Eu disse que se ela tinha LA para comer e chupeta para se confortar, largaria do peito. Saímos da consulta decididos a largar o LA. O pai dela queria largar já. Eu falei: “Calma! Vamos estudar como é que se faz isso com segurança.” Encontrei um grupo no Facebook chamado GVA (Grupo Virtual de Amamentação). É um grupo de apoio à amamentação exclusiva em livre demanda, formado por mães, moderadoras voluntárias, cujas orientações são baseadas em recomendações do Ministério da Saúde, OMS e pesquisas científicas sobre o tema. Li todos os artigos e posts e vi casos muito piores que o meu, de bebês que haviam desmamado por confusão de bicos (uso de chupeta ou mamadeira) e que tiveram que passar por um árduo processo de relactação, para fazer o bebê voltar a se interessar pelo peito, para só depois poder começar a redução gradual do LA; e que conseguiram reverter a situação e voltar à amamentação exclusiva. Diante de tantos exemplos piores, meu caso ficou fácil. O GVA orienta o seguinte: Quanto mais o bebê sugar, mais leite materno será produzido. Dormir com o bebê, usar sling, amamentar de madrugada e manter bastante contato físico são excelentes estratégias para garantir um aumento mais rápido da produção de leite. O LA deve ser diminuído gradualmente, dez ml de cada dose, a cada dois dias, pesando o bebê semanalmente. Perguntei no grupo por que eu não podia tirar uma das doses, ao invés de tirar dez ml de cada uma. As moderadoras gentilmente me explicaram que é mais fácil o corpo da mãe adaptar-se a produzir mais dez ml a cada mamada, do que produzir uma mamada inteira. Feito nosso plano de redução, perguntei para Aline onde comprar uma balança apropriada para pesar bebês. Ela me deu a dica da loja e me incentivou: “Vai conseguir, sim!” Conseguimos! Ela já está em amamentação exclusiva e mantendo o mesmo ganho de peso de quando tomava o LA. Então este é o meu relato. Mantive-me fiel aos fatos e à ordem cronológica. Não posso deixar de me perguntar se poderia ter feito algo para evitar que minha filha passasse fome. Ou que não tivesse precisado tomar LA. Ou que pelo menos não tivesse tomado por tanto tempo. Provavelmente poderia. Não vou pensar que não, apenas para me consolar. Não tem coisa mais linda do que vê-la com a boquinha no meu peito, perceber pelo cantinho a boquinha dela se enchendo de leite e ouvi-la engolindo com vontade. Não tem coisa mais gostosa do que sentir a mãozinha dela segurando firme na minha enquanto mama. Perdoem-me algum lapso, afinal sou uma mãe idosa (quarenta anos... hehe) e passei por alguns momentos difíceis. No primeiro dia após o parto me parecia que havia passado uma semana inteira. Na primeira semana quando os enfermeiros chegavam eu estava sempre com os peitos de fora e nem sequer lembrava de vestir uma roupa. Fazia coisas como escovar os dentes duas vezes ou colocas as duas lentes no mesmo olho. Ainda no outro dia na sala de espera da pediatra, enquanto eu esperava feliz para contar a ela que havíamos largado o LA, o pai de um recém-nascido olhou para minha bebê e perguntou o nome dela. Eu fiquei olhando para ela e tentando pensar rápido: “meu amor”, “minha nenezinha”, “coração da mamãe”, mas nada disso me parecia um nome de pessoa. Por sorte o meu marido percebeu que naquele momento eu não fazia a menor idéia de qual era o nome verdadeiro dela e antes que eu fosse julgada louca ou mãe desnaturada, ele acorreu com a solicitude que aprendeu a ter no dia do parto e falou bem alto: “O nome dela é Luisa.” A partir dos três meses ela foi naturalmente ficando mais independente, reduzindo o tempo no peito, ficando mais tempo acordada, brincando de pegar os pezinhos, curtindo os próprios gritinhos e gostando de ficar um pouco sozinha para se autoorganizar, conforme descrito pelo pediatra T. Berry Brazelton, no “O grande livre livro da criança”. Agora eu preciso mais dela do que ela de mim... hehe. E fico feliz por ter permitido que ela ficasse juntinho de mim o quanto ela precisou. Para finalizar: Agradeço ao Grupo Quatro Apoios, especialmente a Cibele por nos ensinar a pega correta e a Aline por nos ensinar o uso da xícara, nos livrando do risco de desmamar precocemente por confusão de bicos. Agradeço ao GVA, onde encontrei as orientações necessárias para a retirada segura do LA. Agradeço ao Alexandre, por seu total apoio e cooperação incondicionais a todas as minhas decisões de mãe. Agradeço a Luisa, por nunca ter desistido da mamãe. 

  • Imagem Depoimento de Amamentação: Mamãe Daiane, Papai Edson e bebê Rafael

    Depoimento de Amamentação: Mamãe Daiane, Papai Edson e bebê Rafael

    Nunca imaginei que a amamentação seria mais dificil que o parto em si. Meu lindo filho nasceu de um parto cheio de amor, respeito, carinho. Nasceu e das mãos das Enfermeias Aline e Cibele que o amapararam veio direto ao meu colo. O cordão umbilical foi cortado algumas horas depois, meu filho pode receber todos os nutrientes antes da separação. Na calmaria da nossa casa, nosso bebe não quis mamar nas primeiras horas de vida, estava bem, tranquilo, em paz e alimentado. Geralmente a amamentação ocorre nas primeiras horas, mas o Rafael não quis mamar. Eu como recém mãe, fui tomada pela angustia e medo dele estar com fome e algum problema de ordem fisica estar impedidndo a amamentação. Acordamos de manhã e após mais algumas tentativas, ele não quis mamar. Entramos em contato com a pediatra e a enfermeira Cibele que nos disseram que o bebê pode ficar nutrido por até 48 horas após o parto, ficamos mais tranquilizados, mas passou o dia, ele bem, fez xixi, fez cocozinho, mas nada de querer mamar, a aflição tomou conta de mim, e a Cibele veio  fazer a avaliação dele, peso, medida, nessa altura ela achou por certo medir a glicose dele, que estava compativel a um bebê alimentado, a Cibele me ensinou as tecnicas para amamentar, o bico do meu seio nao era invertido, mas era bem pequeno. tentei varias vezes amamentá-lo sem sucesso. Ao começar a noite, entrei em panico, tentei varias vezes amamenta-lo, ele tentava, mas nao conseguia, estavamos completando 24 horas de nascimento, e nada, nem uma gotinha. Entrei em desespero e a Cibele veio até minha casa, foi uma luz que Deus mandou.. Entramos madrugada a dentro fazendo a pega correta, mas ele nao mamou.. Cibele, pessoa que nunca vou esquecer, dormiu no sofá da minha casa naquela noite, eu adormeci antes dela, quando acordei já madrugada a dentro, aquele frio de Maio, ela no sofa, com uma cobertinha apenas, até hoje quando lembro, me emociono, aquela pessoa com amor incondicional pelo próximo, se doando por completo pela profissão que escolheu, eu não sei descrever meu sentimento de gratidão para com ela, é infinito. Ele estava ali, e isso me deixou mais tranquila. Na manhã seguinte ela nos sugeriu comprar o bico de silicone para auxiliar na pega, meu marido foi comprar, tentamos algumas vezes, mas Rafael não estava mesmo com fome. Durante o dia nós recorremos a tirar o Colostro e oferecê-lo de copinho conforme a enfermeira Cibele nos indicou, e aos poucos ele começou a tomar, 15ml, 20ml.. Entrou a noite e notamos que o Rafael antes ativo, ficou um pouco atonito, nos enchemos de preoucupação e ao falar com as meninas e a pediatra, iniciamos o Leite Artificial, nunca quis isso, mas naquele momento, após os primeiros 30ml de Nan, meu coração se acalmou, meu coração sentiu que agora ele estava alimentado e ia ficar bem, mas nao ia desistir da amamentação com o leite materno e nem as meninas me deixaram desistir, a Cibele ainda veio mais vezes me ajudar, continuava tirando o colosto e oferecendo ao Rafael antes no Nan. Eu não conseguia tirar muito, o bico estava bem machucado, doia. A Aline me emprestou a esgotadeira dela, que não machucava e conseguia tirar com mais facilidade,  sou muito grata por todo esse amor que nós fomos tratados, após 3 dias de nascido, uma amiga minha de infancia que estava morando em SP pediu pra irmã dela me trazer um bico intermediario de silicone que pra ela tinha funcionado, e quando eu tentei, meu filho pela primeira vez mamou "direto" do seio, e depois disso suspendemos o Leite Artificial e ele continuou até os 6 meses de idade exclusivamente amamentado com LA. E até hoje com 1 ano continua sendo amamentado.
    Agradeço as meninas Cibele e Alone que não desistiram de mim e do meu filho, meu marido que estava ao meu lado, minha mãe pelas orações, Nossa Senhora por ter atendido minhas preces e dizer para as mamães que tiverem dificuldades na amamentação: Não desistam, vai dar certo.
    Gratidão eterna!

    Daiane, Edson e Rafael

  • Imagem Relato sobre amamentação da mamãe Roberta, do papai Jailson e do bebê Henrique

    Relato sobre amamentação da mamãe Roberta, do papai Jailson e do bebê Henrique

    Eu quis um parto domiciliar, mas para isso meu bebe precisava nascer a partir das 37 semanas para o grupo Quatro Apoios nos atender. Quando ele sentiu se pronto, tinha 36 semanas e 4 dias e foi assim que fomos parar na maternidade e não pudemos nascer em casa. Pesquisei muito sobre nascer. Não queria que meu bebê passasse por tantos procedimentos invasivos e muitas vezes desnecessários adotados cegamente nas maternidades. Mas dada às circunstâncias, meu querer ficou em segundo plano por causa da idade gestacional e porque era mais um bebe dentre muitos daquele dia naquele ambiente hospitalar . Tristemente sei que meu bebe não mamou na primeira hora de vida, tomou banho sabe se lá nos braços de quem e com que produto químico, sei que ele foi examinado e na presença de estudantes de medicina foi feito como um exemplar para explicações tecnicas, e que o pediatra cortou o freio da linguinha dele alegando que ele teria dificuldades para mamar e quanto mais velho seria pior para ele retirar essa trava. Se em algo fui poupada, foi por pedir muito à minha obstetra que em muito me respeitou dentro do que pode...implorei que não usassem oxitocina, que não fizessem a episiotomia e que não cortassem o cordão antes que ele parasse de pulsar. Assim ela cumpriu meus pedidos e sou grata a ela. Fui receber meu bebê mais de uma hora depois, no quarto, e lá o deixaram no bercinho. Não pude pega lo, não pude amamenta lo logo que veio, pois simplesmente o deixaram lá. Apareceu uma boa alma que se dispôs a tirá lo do berço e colocar ele junto a mim nesse meio tempo. Também veio uma enfermeira que olhou meus seios e me disse que o bico era invertido. Minha companheira de quarto, também recem parida, afirmou algumas vezes em conversa a outros. .. "o bebe dela nasceu prematuro, ela está com dificuldade de amamentar por ela ter o bico invertido". Ja andava aborrecida com as vivencias de até então, isso me aborrecia ainda mais pela classificação apressada e desconhecida de uma estranha que repetia o pouco que ouviu sobre minha situação.

    Até aí tudo bem, ia ignorando tudo, mas quando adentraram o quarto para ver a glicose do meu filho, furando o pé dele varias vezes ao dia,  pude sentir o desconforto de estar condicionada àquilo. Ele dormindo e recebendo agulhadas no calcanhar. Na primeira vez, afirmaram que a glicose estava baixa e por isso deram a ele um complemento no copinho. Não gostei de tudo...do complemento,  dele não mamar, das picadas. Quando percebi que iriam tornar aquilo rotineiro a cada cerca de 4 horas, me atirei numa maratona de amamentação  desenfreada para garantir uma boa glicose na coleta e evitar mais doses de complemento. Não recebi, em nenhum instante, orientações sobre amamentação neste ambiente por parte da maternidade .  No último dia,  uma pessoa, do plano de saúde, apareceu lá para falar sobre esse tema.  Cumpriu um roteiro sobre o assunto, mostrou a boca de "peixinho" do bebê  e falou do tempo da mamada,  mas muito teórico o encontro. Naquele frenesi de acudir a glicose, machuquei muito o bico do seio por sequer imaginar que haveria uma pega correta do bebê ao seio. Mas como já estava rotulado que era invertido, atribuí a isso à minha inabilidade e minha condição física. 

    Alta recebida. Apesar dos pesares, estava grata a Deus por sair da maternidade com meu filhotinho e bem. No entanto, em casa passei por episódios de muito choro sem motivo aparente. Achava que poderia ser cólica,  uma vez que eu insistia em dar o seio. Depois de um dia daqueles, esgotada sem dormir direito desde a maternidade,  choro continuo do bebê e inúmeras tentativas frustradas  de acalmá lo, sentada na cama, olho para ele com muita preocupação.  Pego o celular e para minha surpresa a Cibele do Grupo Quatro Apoios me recorda por meio de uma mensagem que embora o parto não tenha ocorrido com eles em casa,  ainda seria possível uma consulta sobre aleitamento.  Não acreditei! Pareceu ser um envio para me retirar daquele redemoinho de sensações de impotência que sentia naquele dia tão desesperador com o bebe.
    Logo no outro dia, ela nos visitou. Abriu se uma clareira de novos esclarecimentos importantes que eu não sabia.  A pega correta, os ajustes mesmo quando o bebê não pegou bem o seio, o uso das conchas na outra mama que o bebe não suga, a postura correta, a importancia da higienização das mãos para evitar mastites. Pude imediatamente sentir bons efeitos sobre as práticas: o bebê chorou menos naquele dia. Conversamos sobre um leve traço de amarelao, que no dia seguinte era mais ameno. Tive menos feridas nos bicos e consegui pouco a pouco amenizar aqueles ferimentos existentes. Embora eu estivesse ofertando o seio, a pega estava aquém da que poderia produzir a ele verdadeira saciedade.
    Existe a dificuldade no aleitamento.  Não é tão intuitivo quanto parece,  pelos menos para mim, não foi. Mas conhecer onde se pode errar ou falta habilidade é muito importante para poder acertar e trazer ao bebe os ganhos da amamentação quando bem efetuada. Só agradeço à Cibele pelas orientações e por ter trazido ao meu bebê um pouco mais de saúde. Agradeço ao Grupo Quatro Apoios, que mesmo impedido de nos atender, nos prestou apoio no pós parto.

     

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