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Parto Humanizado, fazer ou não?

 

parto humanizado, que pode acontecer em casa ou no ambiente hospitalar, tem sido a escolha de muitas gestantes para o nascimento do bebê. “Podemos entender o parto humanizado como um atendimento em que as necessidades da mulher em trabalho de parto são o foco de nossa atenção, em que devemos respeitar aspectos relacionados com sua privacidade, presença de acompanhante de sua escolha, ambiente confortável, temperatura agradável e oferta de líquidos ou alimentos, se ela solicitar”, explica o ginecologista e obstetra Alberto Jorge Guimarães, defensor do parto humanizado.

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Não existe proibição em relação à idade, mas é contraindicado no caso de presença de patologias como, por exemplo, casos de hipertensão, diabetes, apresentação pélvica (bebê sentado), entre outros. De acordo com o médico, se a pretensão for de um parto domiciliar, a gestação precisa ser considerada de baixo risco. “Lembrando que o Conselho Regional de Medicina (CRM) não recomenda ao medico fazer parto domiciliar”, diz.

Vantagens do parto humanizado

O médico explica que as vantagens do parto humanizado para a mãe e bebe são incontestáveis. “Desde o nascimento na data do bebê, com menos riscos de prematuridade e de patologias respiratórias na primeira infância, até a recuperação da mãe, a sensação de poder que implica parir seu próprio filho, e as facilidades no cuidar, amamentar, etc”, afirma.

Mas em alguns casos, mesmo com todo o esforço da mulher em busca deste objetivo, o parto pode acabar não acontecendo da maneira planejada. “Nessas situações fazemos uso do que dispomos em termos de segurança e tecnologia para garantir a segurança do bebe e da mãe. Em nosso modelo de assistência de parto hospitalar, a equipe envolve médicos, enfermeiras e técnicas de enfermagem. Embora saibamos que, em muitas localidades, os partos acontecem com uma parteira”, diz.

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Como acontece o parto humanizado

O objetivo principal é atender às necessidades da mulher em trabalho de parto. Por isso a recomendação é aguardar que o início de trabalho de parto aconteça de maneira espontânea, na data do bebê, sem marcar o dia do nascimento através de cirurgia. Durante o trabalho de parto, o ideal é respeitar a mulher e evitar que ela fique o tempo todo deitada, ou seja, se ela desejar andar, agachar, fazer uso de água, seja através da banheira ou chuveiro, massagens, uso da bola, ou outras estrategias para diminuição do desconforto. “No momento do parto, no chamado 'período expulsivo', devemos adotar a posição solicitada pela mulher, preferencialmente não realizar o corte no períneo e, assim que nascer o neném, colocá-lo em contato com a mãe, pele-a-pele, e cortar o cordão apos a parada dos batimentos. Estas são medidas observadas de maneira geral em um parto humanizado”, explica.

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Fazer ou não parto humanizado

O período do pré-natal é muito importante para a tomada de decisão da mulher, e da consciência da gestação e do parto, cuidados com o corpo, atividade física, preparo psicológico, definição de equipe e local de parto, tudo dentro do desejo e das possibilidades de cada casal.

Para o médico, o principal aspecto é a mulher reassumir o papel de protagonista do parto. “Ela precisa relembrar que o seu corpo é capaz de gerar e parir, e que o profissional de saúde está lá para fazer o acompanhamento, avaliando o adequado estado materno e fetal”.

Em relação a quem acompanhará o parto, é uma decisão que depende da mulher. No parto hospitalar, a legislação garante um acompanhante indicado por ela.

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Riscos do parto humanizado

O médico explica que, quando se fala de riscos, o entendimento inicial é de que toda mulher grávida tem todas as condições avançar na gestação e no parto.

Ele diz que o medo que muitas mulheres têm não deve inibir, e sim alertar para o que a natureza já propõe. "Claro que a tecnologia não deve ser ignorada e pode ser usada a nosso favor, até porque nada é previsível na hora do parto. Nesse sentido, estamos vivendo um movimento que tenta trazer o verdadeiro significado do nascimento, que está meio perdido. E se porventura, no decorrer dessa fase, acontecer algo que ponha em risco a integridade da mãe ou do bebe, tomamos as medidas pertinentes. Embora seja a exceção, temos que fazer a segurança da dupla e estarmos preparados para isso”, finaliza.

 

Fonte: Do Bolsa de Bebê

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